O poder e o homem

Kryptonita?

por Ferreira Leite

O homem é o animal mais fácil de se domar.


Ele é facilmente enganado e seduzido por coisas superficiais como a beleza, fama, dinheiro, a reputação e o poder. Às vezes parecem tolos e, mesmo que se esforcem, não conseguem enxergar as coisas que acontecem à sua volta.
A convivência do homem com o poder acaba lhe proporcionando todas as demais tentações.
O requinte atrai a beleza. A escalada rumo à ascensão traz a fama que, de hábito, embriaga e proporciona o assédio e a bajulação.
Nasce, então, o elogio fácil ...
O poder alivia mágoas, elimina frustrações, massageia o ego, satisfaz o espírito, dá garantias, segurança, encobre situações e mascara as até então transparentes verdades do homem.
Todos os sintomas desse realismo fantástico podem, no entanto, serem medidos e constatados quando o poder se vai.
Não são muitos aqueles que sabem conviver com o fascínio resultante do poder. Em menor quantidade são aqueles que sabem perdê-lo. No auge, são poucos os que conservam os seus hábitos, suas amizades e sentam-se à mesa como simples mortais. Felizes desses, pois serão brindados pelos amigos que conquistaram, quando o poder se for.

E o poder se vai!
Quando o poder se vai, curiosamente vão-se os “amigos” e com eles toda uma legião de oportunistas.
Lembremos que, na gangorra dessa vida, um dia se sobe e no outro se desce.
Essa alternância que a vida estabelece proporciona ao povo conhecer o verdadeiro caráter de um homem que teve o poder nas mãos. Proporciona também, e principalmente, ao homem avaliar as pessoas que vivem ao seu lado e à sua volta.
Rei morto... rei posto? Não, acho que não!


Ferreira Leite é jornalista em São José dos Campos. Este artigo foi publicado originalmente no antigo jornal "ValeParaibano", tendo sido republicado diversas vezes desde então e lido em diversos programas de rádio


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