Kits, a saga continua


Além de apostar na saga vapt-vupt dos salários e cargos da Câmara, o jornal "O Vale" retoma hoje, com muito acerto, outra saga: a dos kit escolares. Em reportagem de João Paulo Sardinha, o jornal mostra que os kit seguem incompletos, 18 dias após o início das aulas.
Por isso é bom ter imprensa crítica, para desafiar o coro dos contentes e trazer os gestores públicos de volta ao chão. Vale a pena ler:

"Quase 20 dias após o início das aulas, estudantes da rede municipal de São José dos Campos ainda não receberam o kit escolar completo. Alunos do ensino fundamental estão sem cola, régua, tesoura e pasta. A promessa do prefeito Felicio Ramuth (PSDB) era entregar todo o material escolar no primeiro dia letivo do ano, em 6 de fevereiro.
Das oito empresas vencedoras do processo de licitação, a Dalen Suprimentos para Informática e Papelaria deixou de fornecer os quatro produtos que eram de sua responsabilidade.  A prefeitura, então, substituiu a empresa e prometeu que os itens chegariam uma semana depois.
Mas, até agora, alunos do ensino fundamental estão sem os materiais. “Deixamos de fazer algumas atividades em sala por conta da falta desses materiais”, afirmou um professor da rede ouvido pela reportagem de O VALE.
A Prefeitura de São José dos Campos informou ontem que “todos os materiais serão entregues na quinta-feira, após o Carnaval”.  Dos 22 itens previstos no kit escolar deste ano, 18 foram entregues pela administração em 6 de fevereiro.
Depois do atraso na entrega dos quatro itens restantes, o governo tucano prometeu multar a fornecedora em R$ 24 mil, incluiu a empresa em uma espécie de lista negra e acionou as segundas colocadas na licitação para enviar os quatro produtos da lista. 
A prefeitura, no entanto, falhou ao prometer entregar os materiais restantes uma semana depois do início das aulas. A Secretaria de Educação sustentava que os itens que não chegaram são acessórios e “que não comprometem o aprendizado pedagógico”.
Histórico. Oito empresas foram escolhidas para fornecer os 39.504 kits escolares aos alunos do ensino fundamental a um custo de R$ 1,2 milhão.  O governo Felicio Ramuth, que previa desembolsar até R$ 1,587 milhão com a compra, conseguiu baixar esse valor em 24,3%. O processo de pregão presencial foi realizado em apenas uma semana.
Isso porque em janeiro deste ano a prefeitura suspendeu o processo de compra iniciado pelo governo do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) em dezembro do ano passado. O argumento foi que o edital apresentava irregularidades na cotação de preços.
Empresas também teriam sido desclassificadas de maneira irregular pela prefeitura.  O edital revogado, com mais produtos, tinha valor de R$ 2,6 milhões. A vencedora tinha feito proposta de R$ 1,9 milhão (26,9% mais baixo que o do edital). Naquela ocasião, 10 empresas participaram."

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