O problema da ponte

Problemas na ponte

Qual o impasse técnico em torno da obra de duplicação da ponte Maria Peregrina, na zona norte de São José dos Campos?

É um impasse em torno do sistema contrutivo.

No projeto original, os pilares de sustentação da nova ponte seriam fixados no leito do rio Paraíba em buracos abertos na rocha por explosão. Ocorre que foi identificado, após o início das obras, que uma tubulação de gás, de 40 centímetros de diâmetro, cruza o rio nas imediações, o que inviabiliza o uso de explosivos no trecho. A alternativa seria usar o sistema convencional de bate-estaca.

Novo problema: onde colocar a máquina?

Se colocado sobre a ponte atual, o bate-estaca, por sua dimensão, obrigaria a interdição do tráfego sobre o rio por muito tempo. Algumas previsões falam em uma interdição de 20 dias do acesso entre Santana e Alto da Ponte, isso se o bate-estaca operasse 24 horas por dia. Outra solução seria colocar o bate-estaca em uma balsa, ao lado da ponte. Aí a coisa pega: o aluguel de uma balsa com capacidade para suportar o peso do bate-estaca custaria, segundo algumas estimativas, R$ 500 mil. É uma solução mais segura, porém mais cara. E quem paga a conta? Ora, pela lógica, a prefeitura.

E aí a obra sobe no telhado ...

O governo Felício Ramuth (PSDB) vai pagar mais caro para executar uma obra que era uma das vitrines da administração Carlinhos Almeida (PT) e que já está passando por um processo de pente-fino? A decisão de suspender a obra deve ser tomada em breve.

E o impasse técnico vira um impasse político ...


O problema da ponte O problema da ponte Reviewed by blog dois pontos on 09:37 Rating: 5

2 comentários:

  1. E vira uma pequena artéria entupida nos horários de pico, pois as vias que dão acesso à ponte foram ampliadas, sobretudo a Via Norte, o grande desafogo dos carros da região. E quem paga o pato por erros técnicos decisões políticas? A população como sempre

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  2. a obra é necessária, você tem razão, Luís Daniel. vamos torcer para que ela não seja abandonada, como ficou às moscas a Arena de Esportes. governos têm que parar de tratar obras de seus antecessores de forma política, sem focar nos benefícios que elas podem trazer para a população

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