Codivap em xeque


Criado oficialmente em 10 de outubro de 1970, o Codivap sofre um xeque-mate com a decisão de São José dos Campos de deixar o organismo.

Pioneiro no país como consórcio de desenvolvimento integrado, o Codivap viveu seus dias de glória nos anos 70 e 80, sendo, depois, esvaziado. Em seu primeiro mandato como prefeito de Taubaté (1983-1988), José Bernardo Ortiz classificou o organismo como um "clube de prefeitos", onde todos iam almoçar e perder tempo. Por muitos anos, o Codivap funcionou como uma extensão do Palácio dos Bandeirantes na região, controlado pelo governo do Estado. Hoje, aos 47 anos, sob o comando de Junior Advogado (PSD), prefeito de Santo Antonio do Pinhal, vive um dilema: como sobreviver?

Pesa contra ele, além da pouca resolutividade, manter uma estrutura inchada.

Seu coordenador ganhava, até pouco tempo atrás, R$ 20 mil por mês. Mais: recentemente, o organismo aprovou uma espécie de "estabilidade" para seus funcionários. Pior: em seu quadro de pessoal, o consórcio mantém familiares de prefeitos da região, operando como uma espécie de cabide de empregos. Se quiser manter o Codivap, Junior Advogado vai ter que reinventar o consórcio e abrir a "caixa-preta" do organismo, que, pelo jeito, tem muita coisa a revelar.

Triste situação para uma boa ideia, nascida da cabeça de Sérgio Sobral de Oliveira, prefeito biônico de São José dos Campos, e que foi responsável pelo Vale do Paraíba ter começado a pensar regionalmente. O Codivap nasceu grande, com Paulo Egídio Martins --ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Médici e futuro governador de São Paulo-- ocupando o cargo de primeiro superintendente. Hoje, é mais um problema do que uma solução.

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