Mudanças no "Vale"


Capa de teste do novo formato de "O Vale"

Novidade no mercado da informação.

O jornal “O Vale” lança neste final de semana um novo projeto gráfico e editorial, a primeira grande repaginada que o diário ganha após seu lançamento, em abril de 2010.

Nessa reforma, o jornal muda de tamanho, passando a circular em formato berliner, menor, apostando na portabilidade e na facilidade de leitura. Além disso, o jornal, sediado em São José dos Campos, promete uma nova versão digital, mais interativa, com maior volume de fotos, vídeos e infográficos, com navegabilidade mais moderna, e um novo aplicativo para celular. Completam o pacote de novidades a criação de um novo clube de assinantes, o "Clube O VALE", com descontos de até 50% nos ingressos de cinemas, teatros, shows, cursos e na conta de bares e restaurantes; e, finalmente, o lançamento de uma edição diária destinada a Jacareí, a exemplo da edição Taubaté, já existente.

Trata-se de uma aposta grande em tempos bicudos.

Para o diretor responsável pela empresa, Fernando Salerno, é uma mudança necessária. "Com ela, o jornal vai se alinhar aos principais veículos do mundo, como 'The Guardian', 'El País', 'Le Monde' ou o 'Corriere Della Sera', que já adotaram o formato berliner. E vamos manter o nosso DNA original, de sermos críticos, apartidários e plurais", disse. "A mudança também representa um salto imenso na versão digital, que vai surpreender o leitor e oferecer uma infinidade de opções ao mercado anunciante. É uma outra realidade", completou.

A reforma gráfica foi elaborada pelo mesmo instituto responsável pelo design original de "O Vale", a Cases i Associates, com sede em Barcelona. Ela adequa o jornal já existente ao novo formato, com algumas alterações. O projeto digital está a cargo da Fivecom, empresa de software que desenvolveu a ferramenta para a "Gazeta de Vitória", jornal líder de vendas no Espírito Santo. O conceito do "Clube" se calca em alguns exemplos do sucesso, como iniciativas similares dos principais diários argentinos, "Clarín" e "La Nación", e o clube lançado há três anos pela "Gazeta do Povo", de Curitiba. O foco do "Clube" é reforçar a carteira de assinantes.

Qual o investimento em tudo isso?

Salerno não fala em números, mas, para ele, vale a pena apostar no meio jornal e na edição impressa quando o mundo se torna cada vez mais digital. "Não acredito no fim do jornal impresso. Acho que temos mercado para pelo menos mais uma geração. Mas é preciso trabalhar em várias plataformas, para surpreender o leitor e estar sempre presente no seu cotidiano, a qualquer hora, em qualquer lugar."

Trata-se de uma mexida ousada para uma empresa que passou por oscilações de mercado nos últimos anos, fruto das mudanças do próprio mercado, mas também resultado de problemas internos. A empresa sofreu um enxugamento radical em seu quadro de funcionários desde 2013. Mas, apesar dos tempos bicudos, "O Vale" ainda é o único jornal impresso que circula regionalmente no Vale do Paraíba, com uma tiragem informada de 20 mil exemplares nos dias úteis e 30 mil aos finais de semana, capacidade de pautar outros veículos de informação e prestígio político de estar todos os dias na mesa do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes.

Por tudo isso, boa sorte à equipe.

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