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Campus da Univap na Urbanova

Caiu em 72,14% a inadimplência de alunos da FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino), mantenedora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e do Colégio Univap, em 2016 na comparação com o ano anterior.

No período, o valor devido por estudantes reduziu em R$ 34,6 milhões, caindo de R$ 47,9 milhões em 2015 para R$ 13,3 milhões, no ano passado.
Os números constam de balanço patrimonial publicado nesta semana pela FVE, sediada em São José dos Campos. O documento foi aprovado pelo conselho fiscal da entidade.

A maior queda se deu nas mensalidades atrasadas por mais de cinco meses (150 dias). O valor a receber caiu de R$ 44,9 milhões, no final de 2015, para R$ 9,9 milhões, no mesmo período do ano passado. Queda de 77,96%.

Segundo apurou o blog, o principal motivo da redução foi uma mudança no sistema de cobrança. Antes feita por uma empresa terceirizada, a atividade passou a ser realizada pela própria FVE, com estrutura interna e atendimento diferenciado aos alunos.

Dúvida
No entanto, a FVE admitiu dificuldade em receber os valores devidos de estudantes inadimplentes. No balanço financeiro, a Fundação projetou em R$ 11,8 milhões do total de R$ 13,3 milhões a receber como “crédito de liquidação duvidosa”.

Ou seja, são títulos que podem ou não ser pagos. O total corresponde a 88% da dívida dos alunos. No período anterior, esse percentual chegou a 90%.
A FVE afirmou no documento que “o quadro de recessão financeira apresentado em 2015 se agravou muito em 2016, reduzindo os benefícios das ações tomadas na busca do equilíbrio econômico”.

Em agosto do ano passado, Eduardo Jorge de Brito Bastos assumiu como novo presidente da FVE e do Conselho Curador da Fundação. Em fevereiro do mesmo ano, Jair Candido de Melo foi reeleito reitor da Univap. Ambos os mandatos são para quatro anos.
Governo
Um dos principais entraves econômicos da FVE foi o atraso nos repasses do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), por parte do governo federal.

“As mudanças de comando na política brasileira impactaram sobremaneira o repasse do Fies, provocando atraso nos repasses em mais de seis meses, afetando o caixa da Fundação e exigindo endividamento bancário para enfrentar tal situação”, informou a FVE no balanço patrimonial.
Com isso, as receitas financeiras líquidas da instituição caíram de R$ 2,4 milhões no final de 2015 para R$ 1,3 milhão, no mesmo período do ano passado, redução de 44,77% e diferença de R$ 1,1 milhão. O déficit no exercício cresceu 12,53%, passando de R$ 11,9 milhões para R$ 13,5 milhões.
Um dos impactos foi na totalidade dos recursos destinados à pesquisa científica e inovação tecnológica, cujo montante caiu 39%, de R$ 2,3 milhões (2015) para R$ 1,4 milhão (2016).
De acordo com a FVE, a nova direção tem conduzido uma “ampla e profunda revisão das estruturas de suporte, eliminando níveis hierárquicos, assim como revisão e renegociação dos principais contratos com os fornecedores”.

As medidas visam a “proteção da instituição para sua sustentabilidade no longo prazo e assegurar a realização do seu projeto de ensino, pesquisa e extensão”.
Estudantes

Com todos os desafios financeiros, a FVE conseguiu registrar aumento de alunos. Na universidade, os estudantes matriculados aumentaram de 3.167 para 3.827, entre 2015 e o ano passado, crescimento de 20,83%.

Desse total, os alunos pagantes, item que excetua os estudantes que contam com bolsas (integral ou parcial), aumentaram apenas 1,87%, de 2.773 para 2.825.
Na educação básica, o total de alunos aumentou 47,5%, subindo de 880 para 1.298. Também nessa faixa o total de alunos pagantes cresceu menos (6,13%), de 733 para 778.
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