Onde está Carlinhos?

O ministro Edson Fachin

Com a divulgação da lista do ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no STF, que determinou a abertura de inquérito contra 9 ministros do governo Michel Temer, além de 29 senadores e 42 deputados federais, com base em pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fica uma dúvida para o eleitor da região: qual o destino da delação que cita Carlinhos Almeida (PT), o ex-prefeito de São José dos Campos?

Da lista original de Janot, feita com base nas delações de 78 executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht, Fachin pediu a abertura de inquérito para 108 pessoas (além dos citados acima, a relação inclui um ministro do TCU, 3 governadores e 24 políticos e autoridades sem foro privilegiado). Carlinhos não está na lista principal. Do restante, 7 denúncias foram arquivadas e 200 remetidas a instâncias inferiores.

Como Carlinhos não tem mais foro privilegiado, das três, uma: ou sua citação foi considerada inócua e arquivada; ou ela foi remetida para a Justiça de São Paulo; ou ela vai parar em Curitiba, para ser analisada pela equipe do juiz Sérgio Moro. Até para que não paire dúvida sobre o ex-prefeito, é importante saber o destino da delação que o inclui. Até agora há pouco, não havia informação oficial sobre isso.

O que ela fala?

Carlinhos  foi citado Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Internacionais da Odebrecht. Segundo Melo Filho, Carlinhos teria recebido R$ 50 mil da empresa como contribuição para eleição em 2012 (a doação foi realizada para o comitê da campanha). No depoimento, o delator disse que Carlinhos foi procurado em 2011, época em que era deputado federal, para articular alterações em alguns pontos da MP 544, que criava um regime tributário especial para a indústria de defesa. Carlinhos foi relator do projeto.


Em seguida, já candidato a prefeito, Carlinhos teria procurado a empresa para pedir ajuda na campanha. "Transmiti isso à Odebrecht Defesa e Tecnologia e o apoio foi feito no valor de R$ 50 mil, de maneira oficial", disse o delator.  O valor foi doado no dia 27 de setembro de 2012.
Outro lado
Ao ser citado, Carlinhos, disse, à época, em nota, que sempre atuou com transparência na vida pública e destacou que as doações foram legais, aprovadas pela Justiça Eleitoral. Ele citou que, além da Odebrecht Defesa, também recebeu colaboração de empresas como a Embraer e  a Avibras.

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