Três pitacos sobre a greve


Três informações da newsletter Meio, do jornalista Pedro Doria, sobre a greve geral. Para ler e refletir:

Uma visão a favor da greve: tanto o governo Temer quanto o Congresso têm uma aprovação baixíssima e, no entanto, estão promovendo legislação que afeta profundamente a sociedade. Em análise do cientista político Leonardo Avritzer, o objetivo da greve é acusar a falta de legitimidade para tocar estas reformas. Para além, “é uma tentativa de refazer um pacto de esquerda”, reagrupar as forças.

Uma visão contra a greve: marcada para coincidir com a véspera de um feriado prolongado, o movimento é uma esperteza de sindicalistas que compreendem o “valor de uma boa desculpa para não ir trabalhar”. Segundo o editorial de hoje do Estadão, a campanha movida pelo PT é desonesta e pretende sabotar as únicas soluções possíveis para a crise que o próprio PT criou.



Para ler com calma: a Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, foi mexida incontáveis vezes. O campeão de alterações foi o governo Castello Branco (611), seguido por Eurico Gaspar Dutra (496). No governo Dilma, a CLT foi modificada 173 vezes. O capítulo que mais sofreu alterações ao longo do tempo foi o de segurança e medicina do trabalho. No governo FHC, o foco estava nas questões de Justiça do Trabalho. Lula mexeu na organização sindical.
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