Em boa companhia ...


Para ler e pensar, com base na sempre excelente newsletter Meio:

A Comissão Especial da reforma política aprovou o texto base redigido pelo deputado petista Vicente Cândido e uma série de emendas. O Distritão para eleição de parlamentares passou apertado — 17 votos a 15, com duas abstenções. 

Hoje, deputados federais e estaduais, assim como vereadores, são eleitos pelo voto proporcional. O percentual que cada coligação recebe é distribuído a partir de uma conta complexa entre os mais votados do grupo. Com o novo sistema, que valeria em 2018 e 2020, serão eleitos os parlamentares que receberem mais votos, não importa partido ou coligação. A comissão deve aprovar hoje que, a partir de 2022, o Brasil instituirá o sistema alemão, Distrital Misto. O projeto aprovado também cria um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar a campanha do ano que vem. Os plenários de Câmara e Senado ainda precisam aprovar o projeto por maioria de três quintos e em duas votações cada.

(O projeto acaba com o efeito Tiririca, de um candidato campeão de votos "puxar", pela legenda, meia dúzia de gatos pingados sem votação expressiva)

O Distritão é um sistema polêmico, pois ignora o peso de votos dos parlamentares não eleitos. Apenas quatro países do mundo o adotam — Afeganistão e Jordânia, que têm pouca tradição democrática, e as ilhotas Vanuatu e Pitcairn, que somam, juntas, menos de 300 mil habitantes. Os comandos de PSDB e PT se movem para garantir que o sistema seja realmente uma transição para o distrital misto. Parte do Congresso defende a adoção definitiva. 
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