A bomba do Italiano

Parla, parla
O depoimento de Antonio Palocci, segundo a sempre atenta newsletter Meio, do jornalista Pedro Doria:

No final de 2010, Emilio e Marcelo Odebrecht procuraram Lula, preocupados com a eleição de Dilma Rousseff. Temiam perder acesso. Num depoimento surpreendente perante o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro da Fazenda e ex-ministro-chefe da Casa Civil Antônio Palocci contou ontem que, naquele momento, os dois executivos e o ex-presidente fizeram um “pacto de sangue” que passou por uma conta corrente de R$ 300 milhões que a empreiteira abriu para Lula e o PT. Parte deste acordo incluiu o sítio de Atibaia, a construção de um museu para o Instituto Lula (que não aconteceu) e um pacote de palestras. A reunião onde o acordo foi selado ocorreu nos últimos dias de dezembro e a presidente eleita Dilma Rousseff estava presente.

Vídeo: os principais trechos do depoimento.

Palocci não tem um acordo de delação premiada. Mas ele está tentando negociar. Sua decisão de colaborar espontaneamente, contando parte do que sabe a Moro, é um aceno de boa vontade. No início do depoimento, os advogados de Lula questionaram o Ministério Público sobre a existência do acordo. “Estamos conversando”, respondeu um procurador, “não temos nada prometido, nem assegurado nem garantido, nem ele nos trouxe elementos prova que estão sendo utilizados em qualquer momento.”



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