Fake news & afins


Em entrevista recente ao Meon, o prefeito Felício Ramuth (PSDB) disse que seu governo tem sido vítima de notícias falsas nas redes sociais.

Ele tem certa razão ...


"Lamentavelmente hoje muitas estão propagando essas notícias falsas. Tem acontecido bastante com a gente em nossa gestão. Em uma delas, pegaram um aluguel de cinco anos e compararam com o aluguel de um ano para dizer que houver superfaturamento", disse. De acordo com o prefeito, a saída para não se deixar levar pelas fake news no jogo político é se informar por meio de veículos sérios e imparciais.

Bem, ele tem certa razão, mas ...
Neste caso, vale ampliar a discussão para não comprar gato por lebre, de nenhum lado. Vamos lá ...
Primeiro, as redes sociais estão repletas de fake news, ataques, conclusões precipitadas, erros de informação, sei lá mais o que, o diabo a quatro. Está no DNA caótico das redes, mas também está no uso corrosivo delas para atacar adversários (o que eu abomino). E. neste caso, sejamos justos, ninguém é inocente, há gente de todos os lados cometendo trapaças ...
(Como sair da armadilhas  das fake news? Aí concordo com Felício, tem que buscar fontes qualificadas. Esse é um esforço considerável)
Segundo, a guerra nas redes não nasceu no governo Felício. Ela nasceu bem antes. O que Felício fez, com certeza, graças a uma estratégia de comunicação toda própria, foi definir as redes, claramente, como palco da ação política do governo. Foi através de "lives", por exemplo, que Felício anunciou o fim da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, passou "pito" em funcionários públicos e anunciou diversas ações de seu governo. Ao escolher o campo, ele deveria admitir, pelo menos tacitamente, que o mesmo espaço venha a ser utilizado para o contraponto ...

Terceiro, receber críticas, mesmo maldosas, faz parte do jogo. É chato, mas faz. O homem público tem que estar preparado para elas. Para reduzir seu impacto, ele tem como armas as suas ações públicas, as ações de governo. Quanto mais elas forem eficazes, menos vulnerável fica o governo ao blá-blá-blá das redes. Em resumo, se tiver garrafa vazia para trocar, o governo terá uma imagem pública forte o suficiente para suportar chuvas e trovoadas. Simples assim, sem tirar, nem por ...


E segue o baile ...
Tomara que com menos "fakes" de lado a lado ...





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