A matemática do PT


Oficialmente, o PT jura que não ...
Mas está uma parada dura a definição das pré-candidaturas do partido a deputado estadual e a deputado federal com vistas às eleições de 2018.

Tudo por um motivo só.

Para tentar formar uma bancada forte na Câmara Federal a partir de 2019 e ganhar mais maior densidade na Casa, o PT nacional vai escalar um time de candidatos peso-pesados para disputar uma vaga de deputado em Brasília. Serão ex-prefeitos de capitais, ex-governadores e ex-ministros. Não está descartada nem a candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff pelo PT do Rio Grande do Sul. Com isso, os candidatos de segundo escalão terão pela frente uma parada dura na briga pelos votos, que, ao que tudo indica, ficarão mais escassos para todos os partidos em 2018.

Feitas as contas, o PT de São Paulo tem insistido em escalar o ex-prefeito Carlinhos Almeida em outra disputa, considerada mais fácil: concorrer a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado. Carlinhos faz cara de paisagem, mas não diz não à proposta, que, no entanto, tem um lado frágil: o vereador Wagner Balieiro não é palatável à mudança, que o colocaria diretamente na verdadeira briga de foice no escuro por uma vaga na Câmara Federal. Como disse e repetiu ao blog, Balieiro coloca seu nome para deputado estadual. Resta saber se irá resistir à ofensiva dos cardeais do PT.

Muita gente já está fazendo as contas ...

Carlinhos, por exemplo, teve 76 mil votos a prefeito em 2016. Em 2014, a coligação encabeçada pelo PT elegeu seu último deputado estadual com 60 mil votos e seu raspa de tacho para federal com 85 mil votos. Nesse caso, matemática é tudo. Tem gente já apostando que, se Balieiro não sair a federal, o PT vai arrumar um laranja para ser lançado em seu lugar. Mas isso só o tempo dirá ... 
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