O PSDB no caldeirão ...

Huck & Alckmin

Da sempre atenta newsletter "Meio", do jornalista Pedro Doria:

Não é o que Geraldo Alckmin queria. Mas perdeu a briga, o prefeito paulistano João Doria a venceu, e o PSDB fará préviaspara definir seu candidato ao governo estadual. Caso Doria seja escolhido para disputar o Palácio dos Bandeirantes, ficará mais difícil a aliança que Alckmin busca nacionalmente com o PSB — e que depende do apoio a seu vice, Márcio França, para sucedê-lo. É um jogo tático. O prefeito não desistiu do Planalto.

Ontem mesmo França foi conversar com Fernando Henrique Cardoso, informa Sonia Racy. Busca apoio. Alckmin encontra enormes dificuldades para estabilizar o PSDB de forma a se concentrar na disputa pelo Planalto. Além de Doria correndo por fora enquanto atrapalha o jogo de alianças, o governador tem de lidar com um adversário interno, o prefeito manauara Arthur Virgílio, e ainda há o fantasma de Luciano Huck, constantemente elogiado por FH. Internamente, os tucanos não acreditam na candidatura do apresentador.



Pois é. Huck pediu o arquivamento de um processo por propaganda eleitoral antecipada, no TSE. “Em instante algum apresentou-se como candidato, não pediu voto, não será candidato” afirmam seus advogados. 

Hoje, porém, o apresentador pega a ponte aérea e terá uma conversa com FHC. O ex-presidente anda disputado. Segundo José Roberto de Toledo, ele se comporta como candidato, mas lida com a oposição da Globo, de sua mulher Angélica, além de mãe, padrasto e irmão. Empresários e gente do mercado, por outro lado, o convocam. Huck tem até 7 de abril para se filiar a um partido, se quiser disputar.

Editorial da Folha: “Há muito de duvidoso nas inclinações que lideranças experientes do mundo político têm manifestado em favor do lançamento do apresentador Luciano Huck. Sua maior credencial no eleitorado se limita à fama de que desfruta como animador televisivo. Fica a forte impressão de que, acima de tudo, um misto de aventureirismo e desespero orienta a atitude de setores do PSDB, ao aventar o apoio à celebridade.”


Enquanto dum lado vão a FH, do outro vão a Lula. Guilherme Boulos esteve com o outro ex-presidente. Comunicou-lhe que deve sair mesmo candidato pelo PSOL. As articulações políticas estão intensas.
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