O dono do pato


Uma coisa é preciso reconhecer ...

Em sua terceira eleição ao Palácio dos Bandeirantes, o empresário Paulo Skaf (MDB) está com um discurso mais afinado. Fala com desenvoltura sobre os problemas do Estado, sobre uma possível fadiga do PSDB após 24 anos à frente do governo de São Paulo e sobre a carga de impostos que recai sobre os ombros dos brasileiros, numa continuidade do que pregava a campanha "Quem vai pagar o pato", lançada pela Fiesp durante o eclipse do governo Dilma Rousseff (PT). Esse foi o Skaf que falou ao programa "Band Entrevista", no último domingo, para os jornalistas Cláudio Nicolini e Hélcio Costa. Nas pesquisas de opinião, Skaf aparece bem perto (em algumas, empatado tecnicamente) com o postulante do PSDB, o ex-prefeito João Doria, a quem critica por posar de gestor e negar ser político. Mas é preciso reconhecer: nem tudo são flores para Skaf. A começar pelo partido, o MDB, que, se garante tempo de TV, vital, traz, a reboque a sombra de Michel Temer, o presidente pior avaliado da história recente do país. Outros dois pontos, negados veementemente pelo presidente licenciado da Fiesp, causam visível incômodo. Vamos a ele, com as respostas de Skaf:

Primeiro, o eleitor rejeita empresários candidatos?
O exemplo clássico é Antonio Ermírio de Moraes, símbolo do empreendedor nacional, derrotado nas urnas por um desconhecido Luiz Antonio Fleury Filho. 
Para Skaf, isso não é verdade. "O que me difere de Antonio Ermírio na política é a teimosia. Ele perdeu uma eleição e desistiu. Eu não desisto", respondeu.

Segundo, o uso eleitoral do chamado Sistema S é correto?
Essa é uma crítica insistente dos adversários de Skaf, que apontam que o empresário explora a exaustão a imagem positiva do Sesc, Senai e Sesi para tentar alavancar seu nome junto ao eleitoral. 
Skaf nega. "Isso é uma bobagem", disse, para, em seguida, emendar elogios ao Sistema S. Bem, esse caso não é tão simples. A inserção de publicidade do Sistema S cresceu entre 2017 e 2018. Coincidência?

De projetos para a RMVale, poucas novidades. Trens ligando as principais cidades da Macrometrópole paulista? Bem, o projeto já existe. Em outras áreas, o resultado é muito parecido: sem novidades. Skaf fala também de sua ligação com Pindamonhangaba, onde tem empresa e uma casa, que, admite, gosta, mas frequenta pouco. 

Enquanto a eleição não chega, segue o baile ... 

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