3. Histórias da quarentena: sono




3.    Histórias da quarentena: sono

Na quarentena, meu sono virou de ponta-cabeça ...

Tenho dormido com as galinhas, acordado no meio da madrugada e cochilado, de novo, pouco antes do alvorecer. Em compensação, tenho sonhado bastante. Ou, para ser exato, lembrado mais dos sonhos. Sonhos sem pé nem cabeça, acho eu, que fariam a alegria de qualquer um dos terapeutas que deixei para trás ao longo da vida. Alguns sonhos, eu até entendo; outros, não sei de onde saem histórias tão estranhas, alegorias lisérgicas, enredos sem qualquer lógica aparente a não ser conexões fechadas dentro dos subterrâneos da minha cabeça. Flores gigantes, casas ensolaradas, casas imersas na escuridão, almoços com cardápios exóticos (nem conto), minha mãe, meu pai, tudo isso, junto e misturado. E o mar. Tenho sonhado muito com o mar. Ondas que vem e vão, sal, areia, vento. Por incapacidade, não me arrisco em simbologias. De alguns sonhos, o despertar é libertador. De outros, é um sofrimento, que corta e deixa para trás alegrias, odores, sensações agradáveis que desfalecem num abrir e piscar de olhos.

Segue o baile ...

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Um comentário:

  1. É isso aí, Mister! Penso q todos nós estamos com o cérebro na efervescência . Zumbizar de um lado a outro qdo o sono não vem , e qdo acontece, o tempo é curto.
    Ainda bem q à tarde podemos cochilar de pingadinho. Insônia tornou-se parceira. Como vc diz: segue o baile!

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