4. Histórias da quarentena: livros (2)

4.    Histórias da quarentena: livros (2)

Anotações do meu pai ás margens de "Camaradas"


Vou voltar a esse tema, livros.
Quem me conhece, sabe: tenho o costume de ler três livros por vez ...

Geralmente um é sobre minha profissão, Jornalismo, outro é sobre política ou história, um terceiro sobre o nada. Um romance, um thriller, uma obra leve que deixe o cérebro oxigenar em enredos difusos, embalados pela imaginação de autores tão diversos quando José Saramago, Fernanda Torres, Leonardo Padura Fuentes, Guillermo Cabrera Infante e Charlie Donlea, para citar apenas alguns dos últimos. Motivo dessa tripla leitura? Nem imagino. Alguém mais atento vai falar em ansiedade. Outros podem arriscar, com um ar severo: falta do que fazer. Deve ser (rsrs). Bem, por um motivo ou por outro, faço isso há anos. A leitura leve serve de oásis para encarar leituras mais pesadas, sólidas como grandes blocos de granito. Herdei o hábito de leitura de meu pai, Hélcio. Herdei dele, também, sua biblioteca. Somando daqui e dali, são livros, livros e livros. Livros, impressos, de papel, que prefiro ao invés dos livros eletrônicos, das estantes virtuais, das obras disponíveis para o Kindle. Teimoso, não me adaptei ao Kindle. Gosto de livros físicos, daqueles com dedicatórias e trechos grafados, como meu pai costumava fazer, cada vez mais com o avançar da idade, acrescentando comentários às páginas, criando, assim, um livro dentro do livro, uma leitura paralela às margens da leitura principal, um autor visitante dentro da obra do autor original. Por que escrevi sobre livros de novo? Nem imagino. São apenas divagações da quarentena, com ideias surgindo, outras sumindo e por aí vai.

Segue o baile ...

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